A cascalhada prazenteira das gralhas

Já está disponível a nova crónica da rubrica Escrita com Asas. Esta é a oitava crónica desta rubrica, da autoria de Natália Constâncio, e intitula-se A cascalhada prazenteira das gralhas.

Segundo a autora “As gralhas possuem uma memória fabulosa e revelam uma inteligência ardilosa, oportunista: embora omnívoras, são afamadas por provocarem danos nos campos de cereais e nas árvores de fruto. Pilham ovos e crias de outras aves e são frequentemente as primeiras a cercar os cadáveres, pelo que, desde tempos imemoriais, emergem como um símbolo nictomorfo, de conotação funesta. (..) Teófilo Braga relembra que, na antiguidade romana, eram tidas como aves de mau agouro – avis spicium, particularidade sancionada pela literatura: num episódio de Dom Quixote, destaca-se ‘o grasno austero/ da gralha, ave de agouro’ e o poeta latino Horácio associa-as à chuva. Para vaticinar o futuro, os arúspices observavam-lhes o voo, escutavam o seu canto, ou analisavam-lhes as entranhas.”

Todos os meses o projeto Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental dá a conhecer as paisagens e a biodiversidade que povoam as obras literárias de escritores portugueses sobre representações de aves e terão como base excertos de obras literárias de escritores portugueses dos séculos XIX até à atualidade.

Leia a crónica aqui.

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