Almada Negreiros em exposição

A exposição, que se divide em duas, é inaugurada dia 15 de outubro no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) e no Mosteiro da Batalha. Uma das exposições tem como título Almada Negreiros e os Painéis: um retábulo imaginado para o Mosteiro da Batalha e é inaugurada no MNAA. Esta exposição é complementada por outra, dedicada ao mesmo tema, no Mosteiro da Batalha, a inaugurar em data a anunciar, sob o título Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha: quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado. O comissariado está a cargo do investigador do IELT Simão Palmeirim, com a colaboração de Pedro Freitas.

A exposição a apresentar no MNAA assinala o início de uma grande campanha de restauro dos Painéis de São Vicente, atribuídos ao pintor Nuno Gonçalves, coincidindo com a efeméride dos 50 anos da morte de Almada Negreiros, que sobre esta obra nos deixou importantes contributos teóricos. Almada interessara-se pelos Painéis de S. Vicente desde os anos 20 do século passado, voltando a esta pesquisa na década de 50, agora com claro reflexo sobre a sua própria pintura.

Uma peça inédita de grandes dimensões, considerada pela família de Almada Negreiros “a pedra no sapato” do espólio do artista, está a ser restaurada e vai poder ser vista pelo público, depois de 80 anos guardada. Serão ainda apresentadas obras que aliam fotografia, desenho e materiais têxteis, bem como alguns estudos preparatórios de Almada Negreiros. Para as exposições foram estudadas obras provenientes do espólio do artista que se encontra à guarda das netas, Rita e Catarina Almada Negreiros, que as têm cedido para serem estudadas e restauradas no âmbito do projeto modernismo.pt. O projeto modernismo.pt nasceu em 2011 com o tratamento do espólio de Almada Negreiros, alastrando depois para os outros autores e experiências da sua geração, e mantém-se ativo até hoje.

A exposição propõe uma reflexão sistemática sobre o contexto da produção destes estudos no próprio percurso intelectual de Almada Negreiros, a sua metodologia de trabalho bem como as implicações das suas (re)construções num entendimento global da obra de arte, que cria submetida a um conhecimento geométrico ao qual chamou Cânone. 

A exposição estará patente até 10 de janeiro de 2021.

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