Artigos científicos

O que o provérbio diz, o que o provérbio sabe, o que o provérbio ensina

Duas notas sobre a "fala com qualidades" numa era de empobrecimento da comunicação humana e de declínio da oralidade.

Paula Morgado Sande

Não é difícil encontrar em artigos e em trabalhos académicos definições de provérbio que permitam chegar ao estabelecimento de uma lista mais ou menos consensual de adjectivos e de expressões qualificativas. Gostaria de escolher uma definição entre tantas que existem, proposta, não por um académico, mas por um escritor que, por várias razões que neste momento não vêm ao caso, sempre esteve muito identificado com essa cultura oral e tradicional que veio produzindo, e sempre estimou, essas formas lapidares de expressão que são os provérbios. No romance O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago apresenta-os como sendo «fórmulas de sabedoria condensadas, para uso imediato e efeito rápido, como os purgantes». Com esta definição económica e muito eficaz o escritor faz alusão a algumas características essenciais do provérbio: a sua economia verbal, a sua flexibilidade de uso contextual (apesar da sua forma rígida) e o seu poder e eficácia enquanto tradução de uma verdade (não obrigatoriamente de valor universal) ou expressão de uma ideia, de uma experiência, de um saber, de uma norma, de um conselho.
 
A eficácia do provérbio deriva em grande parte da sua precisão analítica, associada a um conhecimento prático e efectivo da vida, traduzindo, como diria o poeta Camões, «um saber de experiência feito». É uma frase curta e certeira que, ao ser pronunciada, exprime, muitas vezes metaforicamente, uma verdade, uma certeza ou uma evidência, que usualmente convence. Quando se remata um discurso ou uma conversa com um provérbio, ele parece realmente ser imbatível enquanto «fórmula de sabedoria», indestrutível, irrefutável. Tem o poder de calar o outro, ou de o surpreender e de o pôr a reflectir (pelo menos momentaneamente), o que já não é pouco como efeito sobre o interlocutor que queremos convencer, ou conquistar, ou instruir.
 
A sua eficácia provém, na dinâmica discursiva (e penso sobretudo no dinamismo da interacção verbal oral, apesar de o provérbio também entrar com toda a propriedade e eficácia na escrita, como demonstra exemplarmente o trabalho ficcional de José Saramago), em grande parte, da sua capacidade de, em poucas palavras, portanto de uma forma muito económica, substituir outras formas de transmissão de ensinamentos, de advertências ou de conhecimentos (naturalmente também elas dotadas da sua eficácia persuasiva) como é o caso do sermão, da alegoria ou da parábola. O provérbio transmite ensinamentos ou juízos de valor, dá lições morais, sem tornar fastidiosa essa lição sobre a vida, sem se demorar em explicações ou em exemplificações. Citar um provérbio significa a apropriação, pelo falante, de uma «fórmula de sabedoria» que actua como «um purgante», escreveu Saramago: é rápido na sua aplicação, é eficaz nos seus efeitos, porque vai directo ao assunto. O provérbio diz por nós, quando o citamos, sem perdas de tempo, sem floreados retóricos, sem a necessidade do recurso a argumentos mais ou menos sofisticados, exactamente aquilo que queremos dizer. Esta é uma das características fundamentais do provérbio e simultaneamente um dos seus poderes: a sua capacidade de ilustração económica, discursivamente contida, de uma ideia, de um saber ou de uma experiência.
 
Na cultura tradicional, a que Walter Ong, em Orality and Literacy, chama de «oralidade primária», a fala está dotada de um estatuto de poder e de autoridade que na nossa era de «oralidade secundária» se encontra em franco declínio. Nas sociedades tradicionais era-se «pessoa de palavra», dava-se a «palavra de honra», e com ela se firmavam contratos, se selavam promessas. A palavra dada por um homem honesto bastava. Na nossa cultura narcísica e materialista, em que tudo se parece ter tornado suspeito, a palavra dita, simplesmente pronunciada, perdeu todo o seu vigor, poder e autoridade: só tem valor o que tem valor legal, e só tem valor legal o que fica escrito, o que é certificado pela escrita, ou seja, só é certificado o que fica registado em documento escrito e assinado. E nem a assinatura parece já valer por si só como ilustração ou representação da noção de honra (equivalente, na civilização da escrita, da antiga e decaída «palavra de honra»): inventou-se há muito tempo uma forma de autenticar a assinatura, em cartório notarial. Não basta empenhar o nome e a honra, nem também basta deixar o nome assinado. Há que cumprir um ritual de vigilância da palavra dada, é preciso assinar e submeter depois à certificação essa assinatura.
 
Com a invenção da escrita, e mais tarde com o espantoso desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação, o homem tornou-se uma criatura extremamente sofisticada, e com ele tornaram-se igualmente muito sofisticadas as sociedades humanas. Graças à invenção da imprensa e mais tarde ao desenvolvimento dos meios de comunicação social de massas sustentados pelas tecnologias (que dominam de forma esmagadora a circulação da informação e são os lugares privilegiados para a produção de opinião), os usos e os valores da fala (naquele sentido em que nas culturas tradicionais orais, com solenidade ou não, mas sempre com autoridade, se «tomava a palavra») mudaram radicalmente. Na cultura televisiva e na cultura jornalística predomina de forma inquestionável uma fatigante cultura do comentário instantâneo (que tanto implica o intelectual e o especialista como o cidadão comum, todos chamados, a toda a hora, a produzir opiniões e comentários), e que tem tido como efeito nefasto a banalização não só da palavra como do próprio uso da palavra, que soa como uma espécie de zumbido perpétuo e cansativo. E com ela é o próprio pensamento que se banaliza e se torna superficial. Tanto que se fala, e ninguém verdadeiramente escuta, tal é o esbanjamento da fala e da ocasião de se tomar a palavra (cada vez com menos solenidade e sentido de oportunidade). No cenário social a comunicação esvaziou-se de sentido: tornou-se não-comunicação.
 
Nas primeiras páginas de um romance datado de 2003, intitulado Fantasia para Dois Coronéis e Uma Piscina, onde Mário de Carvalho se entrega com deleite ao exercício de desfiar com requintes de deliciosa ironia os tiques de uma nação contaminada pelas ilusões do materialismo, pela tentação do novo-riquismo, e absolutamente dominada por uma cultura da superficialidade, das aparências e da logorreia associada à verborreia (duas formas de espécie de diarreia mental e discursiva que sintetiza num neologismo extremamente eficaz: o verbo «falajar»), o escritor observa e comenta desta forma uma prática de relações sociais onde muito se fala e nada de válido, verdadeiramente, se diz:
 
Assola o país uma pulsão coloquial que põe toda a gente em estado frenético de tagarelice, numa multiplicação ansiosa de duos, trios, ensembles, coros. Desde os píncaros de Castro Laboreiro ao Ilhéu do Monchique fervem rumorejos, conversas, vozeios, brados que abafam e escamoteiam a paciência de alguns, os vagares de muitos e o bom senso de todos. O falatório é causa de inúmeros despautérios, frouxas produtividades e más-criações.
 
Fala-se, fala-se, fala-se, em todos os sotaques, em todos os tons e decibéis, em todos os azimutes. O país fala, fala, desunha-se a falar, e pouco do que diz tem o menor interesse. O país não tem nada a dizer, a ensinar, a comunicar. O país quer é aturdir-se. E a tagarelice é o meio de aturdimento mais à mão.
 
(…) Imigrantes provindos de países sombrios aprendem aqui a soltar as línguas, aderem ao velho ofício de dar á taramela, por isto e por aquilo, por tudo, nada. Passam-se dias, meses, anos, remoem as depressões, adejam os perigos e o país a falajar, falajar, falajar.

Reflecte assim sobre uma cultura do desperdício da fala – uma fala tagarela, inconsequente, marcada pela insuportável leveza das ideias e pela superficialidade do pensamento de quem a produz, esvaziada de sentido e de intenção profunda. É a insustentável leveza da comunicação.
 
Neste panorama de falatório saturante, é a própria classe intelectual que se banaliza. Já quase ninguém se levanta com solenidade para «tomar a palavra». Isso já não parece constituir, de resto, um acontecimento: a fala autorizada vai-se diluir no caudal torrencial da comunicação tagarela. É a partir de uma avaliação deste panorama comunicativo deprimente que me parece que reflectir sobre o provérbio – exemplar porque ilustrativo de uma dinâmica da oralidade nas relações humanas e representativo de uma gravidade do pensamento e da fala que o convertem num exemplo de “fala com qualidade” que se vem tornado uma raridade – para aprofundar o seu modo de relacionamento com o pensamento e o conhecimento e compreender o seu modo primordial de funcionamento nas relações comunicativas e sociais humanas assume um valor pedagógico importante. O provérbio é testemunho e também testamento de um modelo efectivo de comunicação. Alguns provérbios reflectem metodicamente sobre esse modelo dinâmico de comunicação humana, dizendo quando é que ela é verdadeira, eficaz, útil, proveitosa. Existem alguns provérbios que advertem contra a tentação (hoje reinante) para a produção e para a proliferação de falas (de discursos) saturantes, totalmente desvinculados do peso e da gravidade do pensamento reflexivo, marcados, pelo contrário, por ideias superficiais e não amadurecidas. Advertem contra a inutilidade da tagarelice e contra os perigos da fala precipitada e da palavra inflamada, recomendando a ponderação e a contenção de quem decide «tomar a palavra». Eis alguns desses provérbios, cuja lição poucos hoje em dia lembram e aproveitam:
  • Boa palavra custa pouco e vale muito. / Uma palavra boa custa pouco e vai longe.
  • Quem palavras em si retém, sempre lhe dizem que mais siso tem.
  • Poupa o teu tempo e também as tuas palavras.
  • A grandes personagens, palavras poucas.
 
 
O escritor Mário de Carvalho associa a pulsão geral para a tagarelice desenfreada que domina o panorama cultural nacional e as relações sociais a um objecto de culto dir-se-ia diabólico. Porque força a socialização e nega ao homem o tempo privado do silêncio e do isolamento, impede o recolhimento e a preservação da intimidade das pessoas: o telemóvel.
 
Telefones móveis! Soturna apoquentação! Um país tagarela tem, de um momento para o outro, dez milhões de íncolas a querer saber onde é que os outros param, e a transmitir pensamentos à distância. (p. 13)

Trata-se de um objecto quase demoníaco porque obriga as pessoas a estarem ligadas aos outros, constrange a sua intimidade quase até ao aniquilamento porque impõe a quase total disponibilidade em relação ao outro que, ligando-nos, nos obriga a responder, a comunicar. Não nos é portanto permitida a vivência do nosso tempo individual. Em qualquer lugar, a qualquer momento, somos forçados a abdicar de nós: da nossa intimidade, do nosso tempo. A pressão para estarmos ligados é enorme, e a nossa indisponibilidade para comunicar à distância é quase socialmente sancionada. Não nos é permitido desligarmo-nos, desconectarmo-nos, calarmo-nos.
 
Não se pense, contudo, que a adesão nacional maciça ao telemóvel tenha significado o desenvolvimento de um padrão de comportamento social e relacional sustentado pela oralidade. A fala tem estranha e surpreendentemente vindo a ser substituída – nesse aparelho por vocação destinado à comunicação oral que é o telemóvel – pela escrita (através do serviço SMS) e pela imagem fixa ou em movimento (graças ao serviço MMS). «Não fale, inove.»; «Mostra o que sentes.» - convidam dois slogans de duas operadoras de telemóveis desde que se congeminaram novas vocações e se criaram novas funções para o telemóvel. «As palavras mostram o que cada um é» – diz um conhecido provérbio. O que dizem de nós mensagens escritas reduzidas a estranhas abreviaturas e símbolos de eficácia comunicativa duvidosa inventados na era do SMS? O que mostram de nós imagens que captamos e enviamos ou reenviamos (o que se tornou quase um vício) pelo serviço MMS? Vivemos verdadeiramente, para usar uma expressão de Manuel de Freitas, num «tempo sem qualidades»...
 
 

Gosto muito de provérbios. Gosto do seu sabor à tradição oral, da sua espécie de sabor a antigo, da maneira um pouco antiquada como soam, naquele preciso momento em que são pronunciados. Gosto de os usar quando me faltam palavras para exprimir ideias ou argumentos para convencer ou aconselhar alguém, e nesse momento sinto como não é antiga nem antiquada a sua visão do mundo e das coisas. Gosto da exactidão com que falam por mim. Sinto, sempre que os uso, que me prestam um grande serviço, dizendo por mim, com eficácia, exactamente aquilo que eu queria dizer. Gosto do seu tom sentencioso, da forma como se afirmam como verdade inquestionável e como parecem tornar tão fácil perceber a vida, tomar decisões, aconselhar os outros. Gosto da sua concisão, da forma como me permitem ser prática e arrumar de repente um assunto, terminar de uma vez uma discussão. Gosto de rematar uma disputa verbal citando um provérbio porque citar uma «fórmula de sabedoria» tradicional dá-me uma sensação de poder e de autoridade que mais dificilmente obteria através das minhas próprias palavras (que só podem, naturalmente, aspirar a serem reconhecidas como verdades contingentes e discutíveis; por muito sensatas que pareçam ser, não podem escapar do seu estatuto de ponto de vista pessoal).

Sou professora do Ensino Secundário. É relativamente frequente eu levar provérbios para a sala de aula. Costumo levá-los aos meus alunos – já totalmente convertidos à cultura do consumo das novas tecnologias – para lhes lembrar que muito antes de aprender a ler e a escrever, que muitíssimo antes de enviar mails e de escrevinhar no telemóvel, o homem começou por gritar, cantar, gesticular e falar, e para lhes ensinar que nada, nas relações humanas (sociais e afectivas) substitui a presença física do outro: o seu olhar, os seus gestos, a sua voz, a sua reacção imediata àquilo que temos para lhe comunicar. A cultura escolar tem estado, há demasiado tempo, dominada pela ansiedade da transmissão do saber erudito, tem estado há demasiado tempo comprometida com uma noção de cultura escrita, oficial, institucionalizada, legitimada pelos cânones. A oralidade sempre foi profundamente descuidada nos programas escolares. Nesta era de declínio declarado da oralidade é não apenas interessante como também importante levar o provérbio para as salas de aula, supremo exemplo, entre outros, de uma prática da oralidade conotada com o peso, com o poder, com a autoridade, com a sabedoria de quem toma (de quem sabe tomar) a palavra e a profundidade das ideias e dos conhecimentos que quer comunicar. É muito importante formar nas escolas bons leitores da grande literatura, é certo, mas assume hoje, no nosso regime cultural sem qualidades, verdadeiro carácter de urgência ensinar aos jovens – seres já mentalmente formatados pela cultura do comentário tagarela, já espectadores acríticos e também participantes do falatório – a falar (a saber «tomar a palavra») e a saber ouvir, com a cabeça e com o coração, como recomendam os últimos provérbios que cito, e com os quais termino esta reflexão muito à solta sobre o testemunho e o testamento do provérbio como «fala com qualidades» e o seu potencial valor pedagógico nesta era do falatório insensato e desprovido de qualidades:
  • Muito pensar, pouco falar, menos escrever.
  • É melhor pensar e falar, do que falar e pensar.
  • Bom é saber calar até ser tempo de falar.
  • De calar ninguém se arrepende e de falar, sempre.
  • Mais apaga a boa palavra que caldeira de água.
  • Mais vale boa palavra que ouro de boa lavra.
  • Mais fere má palavra do que espada afiada.
  • Falar sem cuidar, é atirar sem apontar.
  • Palavra boa unge e a má punge.
  • A pedra e a palavra não torna depois de lançada.
  • Quando estiveres contrariado, conta até dez antes de proferir palavra, conta até cem se estiveres encolerizado.
  • Mais vale uma palavra antes que duas depois.
  • A espada vence e a palavra convence.
  • Palavra mansa ira abranda e a brava a alvoroça.
  • As palavras boas são, assim fora o coração.
  • As palavras mostram o que cada um é.

Paula Morgado Sande
 

Obras e autores citados:
 
CARVALHO, Mário de, Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina, Lisboa, Editorial Caminho, 2003.
 
FREITAS, Manuel de, Poetas sem Qualidades, s.l., Averno, 2002.
 
MOREIRA, António, Provérbios Portugueses, 4ª ed., Lisboa, Editorial Notícias, 1999.
 
ONG, Walter, Orality and Literacy – The Technologizing of the Word, Londres e Nova Iorque, Routledge, 1988.
 


ANEXO
 
Sobre a palavra com qualidades e o estatuto de autoridade de quem a sabe usar, a capacidade de saber ouvir e interpretar a fala do outro, e ainda a insustentável leveza e insensatez do «falatório» e da verborreia – um corpus de provérbios.
 
Saber quando falar, saber quando calar: o bom uso da palavra certa dita no momento certo; a renúncia à fala banalizada, insensata ou desautorizada. Saber ouvir, saber escolher quem ouvir.
  • Boa palavra custa pouco e vale muito. / Uma palavra boa custa pouco e vai longe.
  • Quem palavras em si retém, sempre lhe dizem que mais siso tem.
  • Poupa o teu tempo e também as tuas palavras.
  • A grandes personagens, palavras poucas.
  • A palavra é de prata e o silêncio é de ouro.
  • Entre muitos, falar pouco.
  • É de louco falar muito e não falar pouco.
  • A melhor palavra é a que está por dizer.
  • Antes calar que mau falar.
  • Obras falam, palavras calam.
  • Mais obras e menos palavras.
  • Entre falar e dizer, muito há que fazer.
  • Bonitas palavras não engordam gatos.
  • Falar não enche barriga.
  • A causa ruim, palavras sem fim.
  • Os homens conhecem-se pelas palavras e os bois pelos cornos.
  • Os homens entendem-se pelas palavras e os burros aos coices.
  • Homem de bem, tem palavra de rei. / Homem de boa lei, tem palavra como rei.
  • A palavras loucas, orelhas moucas.
  • Falas de mel, coração de fel.
  • Falas-me a gaguejar, estás-me a enganar.
  • Do traidor farás leal com bom falar.
  • Não há má palavra se a puserem no seu lugar.
  • É perdida a palavra que não é ouvida.
  • Não há palavra mal dita se não for mal entendida.
  • Para bom entendedor meia palavra basta.
  • Toda a palavra é perdida se da alma não foi ouvida.

Falar com a cabeça e com o coração: o peso e a autoridade da palavra justa, honesta e sábia; efeitos perversos do mau uso da palavra – poderes e perversidades da palavra.
  • Muito pensar, pouco falar, menos escrever.
  • É melhor pensar e falar, do que falar e pensar.
  • Antes de falar, põe-te um pouco a pensar.
  • Bom é saber calar até ser tempo de falar.
  • De calar ninguém se arrepende e de falar, sempre.
  • Mais apaga a boa palavra que caldeira de água.
  • Mais vale boa palavra que ouro de boa lavra.
  • Mais fere má palavra do que espada afiada.
  • Falar sem cuidar, é atirar sem apontar.
  • Palavra boa unge e a má punge.
  • A pedra e a palavra não torna depois de lançada.
  • Palavra e pedra solta atrás não volta.
  • Palavra fora da boca e pedra fora da mão não voltam atrás.
  • Quando estiveres contrariado, conta até dez antes de proferir palavra, conta até cem se estiveres encolerizado.
  • Mais vale uma palavra antes que duas depois. / Uma palavra antes vale por duas depois.
  • A espada vence e a palavra convence.
  • Palavra mansa ira abranda e a brava a alvoroça.
  • Ao boi pelo corno, ao homem pela palavra.
  • As palavras boas são, assim fora o coração.
  • As palavras mostram o que cada um é.