Literatura: Tradição e Arquivo
Concentra-se em vários ramos dos estudos literários – modernismos, escrita feminina, teoria literária e ensino da literatura, literatura brasileira e literatura tradicional –, fundando-se num leque alargado de abordagens que promove uma articulação estreita entre a hermenêutica e a análise da materialidade da literatura. Considerando diferentes tradições literárias e a sua dimensão arquivística, organiza-se em diversos projetos de equipa, que perseguem objetivos próprios e uma estratégia comum.
Estranhar Pessoa, Diálogos portugueses, Ensino da Literatura, Escritoras portuguesas no tempo da Ditadura Militar e do Estado Novo em Portugal, África, Ásia e países de emigração, Modern!smo.pt, RELIT-Rom: a aplicação criativa de romances (Portugal, séc. XV-XVIII), Ruy Cinatti, etnógrafo e poeta.
Coordenador: Pedro Sepúlveda
Estudos Interartes
Estrutura-se em duas linhas de trabalho que se esforçam constantemente por dialogar: “Literatura, Filosofia, Artes”, que incide principalmente nos aspetos teóricos, conceptuais e filosóficos da investigação interartística, e “SPECULUM: Artes e Materialidade”, que explora a capacidade autorreflexiva dos fenómenos interartísticos através da análise da materialidade dos objetos. Os objetivos do grupo são: 1) contribuir para a problematização ontológica das várias artes no atual campo dos estudos comparados; e 2) mapear a problemática da intersecção entre as artes, tanto ao nível da produção académica ou teórica como ao nível da produção cultural e artística. Destaca-se o projeto.
Coordenadora: Clara Rowland
Humanidades Ambientais
Promove uma abordagem transdisciplinar do fenómeno literário em diálogo com a história, a filosofia, a etologia, a antropologia, a ecologia e as ciências da vida. Inspirando-se nos trabalhos pioneiros de Lawrence Buell (que lançou os fundamentos da ecocrítica nos anos 90 e desenvolveu conceitos operativos particularmente relevantes neste domínio como os de «imaginação ambiental» [1995] ou de «inconsciente ambiental» [2001]), ou, mais recentemente, nas abordagens teóricas propostas pela ecopoética (Pierre Schoentjes, Kate Rigby) ou a zoopoética (Anne Simon), o eixo Humanidades Ambientais não se define apenas como postura crítica do antropocentrismo ou estudo das relações privilegiadas entre a literatura e a natureza nas suas múltiplas vertentes e implicações: enquanto apelo ao descentramento, desafio a repensar os limiares (instáveis, porosos, transformadores) entre o humano, o vasto universo do vivente e o meio em que se inserem e que partilham (seja ele o meio natural ou o universo tóxico das paisagens industriais urbanas), é, antes de mais, convite a desterritorializar – ou descolonizar – os próprios conceitos através dos quais definimos a literatura, repensando assim epistemologicamente o lugar que ocupa (ou pode ocupar) no mundo e em relação às outras disciplinas e formas de conhecimento. Esta linha de investigação estrutura-se atualmente através de três projetos principais: 1) LITESCAPE.PT – Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental; 2) DIAITA – Património Alimentar da Lusofonia; 3) Imaginários do mar (em parceria com a Cátedra UNESCO “O Património Cultural dos Oceanos” | CHAM – Centro de Humanidades). 4) A Fábula na literatura portuguesa.
Coordenador: Carlos F. Clamote Carreto